Vou refrescar aqui a memória dos leitores do blog. Cabral quando assumiu dizia que as favelas "eram fábricas de marginais", anunciou a construção de muros para impedir a expansão das comunidades. Paes logo depois da eleição, em novembro de 2008, também anunciou a remoção de favelas e a derrubada de milhares de casas nos morros. Nessa época o "plano de pacificação" ainda não tinha decolado. A primeira UPP, no Dona Marta, foi inaugurada em dezembro de 2008. Muitos podem ter esquecido, mas nessa época Beltrame tinha convencido Cabral que as milícias eram uma saída para conter a violência do tráfico. Muita ingenuidade e incompetência. Só que Cabral se encantou com a milícia Liga da Justiça, do deputado Natalino e seu irmão, o vereador Natalino, que eram seus aliados em Campo Grande e criaram um curral eleitoral na base da intimidação e do terror. A partir daí as milícias foram "abençoadas" por Cabral, Paes e o PMDB.
Essa é a explicação para o crescimento absurdo das favelas dominadas pelas milícias. O jornal O DIA mostra hoje, que na área da Praça Seca, que é dominada pela milícia de Cristiano Girão (atualmente preso), que era aliado político de Rodrigo Bethlem, em apenas oito anos o número de moradores subiu de 6 mil para 13 mil. Com isso as milícias faturam mais com venda de gás, transporte alternativo, gatonet e "segurança". A verdade é que Beltrame finge que combate as milícias, que deitam e rolam, e em troca garantem votos para o PMDB ameaçando moradores.
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